Usando a taxonomia de Bloom para redigir resultados de aprendizagem

por: Entretanto

Muitas vezes é difícil relacionar as entradas com os resultados no mundo da educação. Tradicionalmente, muito trabalho tem sido feito para desenvolver e fornecer entradas para o processo educacional. Essas entradas, como um livro de texto, uma avaliação, uma tecnologia ou plataforma de aprendizagem, um curso, uma qualificação, um teste de alto nível ou o desenvolvimento profissional para professores são colocados nas mãos de um educador, um professor hábil ou um ávido aluno. E, todo o investimento, especialização e cuidado são utilizados na sua criação, e tem sido tipicamente onde o envolvimento termina. Raramente alguém tem sido capaz de medir ou prever os resultados de aprendizagem usando essas entradas.

Se quisermos realmente entender como podemos estar impactando a aprendizagem dos alunos, precisamos fazer duas coisas. Primeiro, devemos definir nossos resultados de aprendizagem para aluno – estes são os objetivos que descrevem como um aluno será diferente devido a uma experiência de aprendizagem. O foco deve ser sobre o que um aluno será capaz de fazer com a informação ou experiência. E segundo, temos de medir se o programa ou serviço implementado para facilitar a aprendizagem foi eficaz.

Pode ser difícil saber por onde começar a escrever um resultado esperado de aprendizagem do aluno. E você não está sozinho para enfrentar o desafio de relacionar entradas educacionais a resultados de aprendizagem e compreender seu impacto na aprendizagem do aluno. As taxonomias de aprendizagem são ferramentas valiosas para a classificação de objetivos de aprendizagem. Um recurso útil e frequentemente usado ao escrever resultados de aprendizagem do aluno é a Taxonomia de Bloom de Habilidades Cognitivas. A Taxonomia de Bloom refere-se a uma classificação dos diferentes objetivos que os educadores estabelecem para os alunos (objetivos de aprendizagem). A taxonomia foi apresentada pela primeira vez em 1956 através da publicação: “A Taxonomia dos Objetivos Educacionais, a Classificação das Metas Educacionais, Manual I: Domínio Cognitivo” (no título original: “The Taxonomy of Educational Objectives, The Classification of Educational Goals, Handbook I: Cognitive Domain”), (Bloom, 1956). É considerado um elemento fundamental e essencial na comunidade educacional, como evidenciado na pesquisa de 1981 “Significant writings that have influenced the curriculum: 1906-1981” (Shane 1981).

O comitê identificou três domínios de atividades educacionais ou de aprendizagem (Bloom, 1956):

Cognitivo: habilidades mentais (Conhecimento)
Afetivo: crescimento de sentimentos ou áreas emocionais (Atitude ou auto)

Psicomotor: habilidades manuais ou físicas (Habilidades)

Os domínios são subdivididos, partindo do comportamento mais simples para o mais complexo. O primeiro desses domínios é o domínio cognitivo, que enfatiza os resultados intelectuais. Este domínio é ainda dividido em categorias ou níveis. As divisões descritas não são absolutas e existem outros sistemas ou hierarquias que foram concebidos no mundo da educação e da formação. No entanto, a Taxonomia Bloom é facilmente compreendida e é provavelmente a mais amplamente aplicada em uso atualmente.

Vários pesquisadores têm resumido como usar a Taxonomia de Bloom. A seguir, uma interpretação que pode ser usada como um guia para ajudar a escrever objetivos usando a Taxonomia de Bloom. A ideia principal da taxonomia é que, o que os educadores querem que os alunos apreendam, (englobados em declarações de objetivos educacionais) podem ser organizados em uma hierarquia do menos para o mais complexo. Os níveis são sucessivos, de modo que um nível deve ser dominado antes que o próximo nível possa ser alcançado.

Os níveis originais (Bloom, 1956) foram ordenados como se segue: Conhecimento, Compreensão, Aplicação, Análise, Síntese e Avaliação. A taxonomia é apresentada abaixo com exemplos de verbos e amostra de objetivos de aprendizagem para cada nível.

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Informações adicionais
Bloom, B. S.; Engelhart, M. D.; Furst, E. J.; Hill, W. H.; Krathwohl, D. R. (1956). Taxonomy of educational objectives: The classification of educational goals. Handbook I: Cognitive domain. New York: David McKay Company.
Shane, Harold G. (1981). Significant writings that have influenced the curriculum: 1906-1981. Phi Delta Kappan 62 (5): 311–314.

Clique aqui para conferir o texto original no site da Pearson Education.

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