Uma vez educador, sempre educador

por: Entretanto

Cerca de metade dos colaboradores da Pearson norte-americana são educadores. Conversamos com cinco deles, Erika Webb-Hughes, Walter Peters, Aly Stark, Luis Oros e Lee Noto, para saber sobre o que é, na visão de cada um, a paixão pelo ensinar.

 

“Os alunos precisam de cada uma dessas vozes”

 

Erika Webb-Hughes tinha 26 anos quando parou na porta da sala 611, no seu primeiro dia como professora de ensino médio na Califórnia. Os alunos dela estavam na 1ª série do Ensino Médio de um programa de educação especial, voltado à alunos de famílias pobres. A maioria deles tinha um nível de leitura bem pequeno, equivalente ao de alunos da terceira ou da quarta série. Vários desses alunos viajavam por várias horas apenas para chegar até a escola. Alguns deles, conta Erika, tinham dificuldades com suas famílias adotivas e/ou mal falavam a língua inglesa.

 

“Eu disse a eles o quanto eu estava nervosa” – recorda Erika – “E confirmei: ‘Todos vocês estão começando minha aula com nota A. Se for importante para vocês manterem esta nota, aqui estão as pequenas coisas que vocês precisarão fazer todos os dias. O objetivo deles era o sucesso acadêmico e o meu era apoiá-los. Foi aí que se abriu um mundo totalmente novo para a aprendizagem”.

 

Erika conta que ainda mantém contato com muitos destes que foram seus primeiros alunos: “eles estão bem-sucedidos, trabalhando, morando sozinhos e têm suas famílias”, ela diz, orgulhosa.

 

Ajudando a criar a política de sala de aula

 

Erika percebeu que tinha um dom para lidar com as complexidades da política de ensino de educação especial. Na sala de aula, ela teve a experiência direta com sistemas escolares foram prejudicados por políticas educacionais confusas e pela má comunicação entre os gestores públicos.

 

Foi aí que a Erika foi trabalhar para o Departamento de Educação da Califórnia. Começou nas avaliações, passou pela educação especial e acabou sendo o contato direto com a Secretaria Nacional de Educação dos Estados Unidos.

 

Durante todo o tempo, ela se lembrava da sua experiência de sala de aula.

 

“Eu estava ciente do impacto das políticas na sala de aula. Fui capaz de me certificar de que os dirigentes ouviam as pessoas que realmente trabalham com educação”.

 

Todos trabalhando juntos

 

Atualmente, ela trabalha com as relações governamentais da Pearson em 13 Estados e conta como isso fez diferença em sua visão da educação: “Estive em posições de liderança e vi muitas perspectivas diferentes: como aluna, como professora, como mãe, como dirigente e, agora, como atuante em uma empresa que trabalha dando suporte aos alunos.”

 

E reforça: “Os alunos precisam de cada uma dessas vozes. É preciso que trabalhemos juntos para criarmos um sistema de educação que funcione para todos”.

 

“Seus sonhos são meus sonhos”

 

Walter Peters era recém-diplomado em bacharel de políticas públicas pela University of North Carolina, em Chapel Hill. E estava com dúvidas: Tentar um emprego na área da saúde? Buscar um emprego na área da educação?

 

Decidiu ser professor e foi colocado em uma escola em Washington, D.C. Ele lecionava no programa bilingue do jardim de infância, da primeira e da segunda série.

 

“Eu não sabia o quão profundamente isso afetaria o restante da minha carreira”, conta.

 

“Meu primeiro ano foi difícil. Ficava brigando com a minha sala de aula e em como ensinar. Eu estava lidando com diferentes dinâmicas culturais e sociais pensava sobre meus problemas com os alunos. Não conseguia enxergar como um objetivo profissional o de abrir as perspectivas de vida das crianças até esse ponto”.

 

O chamado para o ensino

 

Um ano mais tarde, Walter participou de um programa de engajamento familiar nas escolas públicas da capital norte-americana. Ele conheceu todas as famílias de seus alunos e constatou que muitas eram imigrantes de países como El Salvador, Etiópia e Vietnã.

 

“O objetivo em comum em todas as suas histórias”, diz Waltez, “era o profundo desejo de que seus filhos fossem bem-sucedidos”.

 

E foi aí que ele teve uma epifania: “Eu pensei que se desistisse de ensinar cada criança como havia planejado, era o mesmo dizer aos seus pais que não valeria de nada que lutassem por seus sonhos. Eu estava errado ao menosprezar minha capacidade de ensinar e percebi que queria estar envolvido com a educação para o resto da minha vida”.

 

Ele continuou a lecionar por um tempo em uma escola autônoma em Nova York. Atualmente, ele trabalha para a Pearson na mesma cidade.

 

“Todo mundo acredita no poder da aprendizagem”

 

A professora Aly Stark estava em uma “divisão de águas” em sua vida: “Me sentia insegura na época. Guardei minhas opiniões para mim e realmente nunca me manifestei. Até que conheci uma outra educadora que estimulava seus alunos ao construir relações dentro da sala de aula e, consequentemente, uma comunidade de aprendizes. No final, eu descobri uma confiança totalmente nova e um amor pela aprendizagem”.

 

Construindo comunidades para inovar a aprendizagem

 

Aly lecionou durante três anos na cidade de Nova Orleans: “Comecei a lecionar História para o Ensino Médio e, depois, fiz o caminho inverso: fui trabalhar com alunos das segunda e quinta séries do Ensino Fundamental”.

 

Atualmente, os alunos de Aly são seus colegas na Pearson. Ela está ajudando a empresa com o desenvolvimento de liderança fazendo desde novas contratações até contratações de executivos.

 

“Estamos construindo uma comunidade aqui também. Com o apoio de vários programas de treinamento, estou tentando ajudar meus colegas com sua confiança, para que se tornem jovem especialistas em suas funções na Pearson. Aqui, todos queremos que os alunos sejam bem-sucedidos, que tenham acesso à educação de alta qualidade. Estamos em busca do mesmo objetivo que os pais e os professores””

 

“Eles começaram a amar o aprendizado”

 

Luis Oros estudou neurociências na Universidade de Johns Hopkins. Ele achou  que estava indo para a faculdade de medicina — ou uma carreira em “neuromarketing”, uma indústria que aplica a neurociência nas campanhas de marketing e publicitárias. Por fim, a experiência de Luis em neurociência o levou a uma carreira na área de aprendizagem na Pearson. Atualmente, ele está pesquisando a tecnologia da inteligência artificial e os modelos educativos progressivos.

 

Há cinco anos, ele lecionava matemática e ciências para alunos do Ensino Médio. Muitos dos alunos tinham problemas de comportamento, conta Luis: “Eles odiavam tudo a respeito da escola pois achavam que não eram capazes de aprender. Além disso, a grade escolar não parecia bem adaptada com o que eu conhecia sobre a neurociência e a aprendizagem.

 

Então, com uma bolsa de pesquisa, ele montou um novo modelo de sala de aula centrada no aluno. De repente, os alunos estavam fazendo um monte de coisas que foram ensinadas a eles, apropriando-se de grande parte de seus próprios aprendizados.

 

“E nossas aulas tornaram-se uma das melhores aulas realizadas no Estado. E o mais importante: eu vi meus alunos começarem a adorar o aprender”.

 

Ideias frescas

 

Luis diz que estamos vendo “a morte da educação e o nascimento da aprendizagem”:

 

“É uma loucura quando você pensa sobre isso. Nós pegamos as crianças e as forçamos a se adaptarem a esta burocracia realmente complexa, em vez de adotar o sistema para eles. Isto é particularmente uma loucura neste mundo cheio de surpresas. Surpresas na economia, surpresas na sociedade, na invenção e na tecnologia. Todos os dias serão uma surpresa. A educação o prepara para lidar com a certeza. E não há nenhuma certeza. A aprendizagem, no entanto, o prepara para lidar com as surpresas do mundo. Eu quero ver ambientes onde as crianças estejam inquietas até que suas necessidades de aprendizagem as satisfaçam. Onde as crianças tenham a permissão para perseguirem suas curiosidades e sejam ensinadas a resolverem problemas interessantes e não simplesmente memorizarem respostas”, reflete ele.

 

Luis se considera um “cientista”, pois vive buscando as técnicas que melhorem o relacionamento entre professores e alunos: “Na Pearson, nós temos os recursos para explorar os modelos educacionais mais atualizados e eficazes, que possam ajudar os alunos em todos os lugares.”

 

“Estamos ajudando a resolver as falhas na educação”

 

Quando Lee Noto ensinava alunos da quarta série no Havaí, ela viu em primeira mão “todas as falhas no sistema de ensino”.

 

“Eu tive uma experiência de aprendizagem bem sólida e crescent. Foi a primeira vez que me deparei frente a frente com a pobreza e a desigualdade na educação. Eu estava vendo tudo por uma perspectiva mais ampla”.

 

Antes de dar aulas, Lee se formou em administração na University of Central Florida. Hoje, ela ajuda seus colegas da Pearson a avaliarem se os produtos da empresa estão ajudando os alunos. “Estou muito animada por fazer parte de uma empresa que capacita pessoas ao redor do mundo e de saber que estamos ajudando a fechar as lacunas na educação”.

 

Texto originalmente publicado em Pearson Learning News.

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