A oportunidade para uma nova carreira universitária

por: Entretanto

A estudante da universidade norte-americana do Tennessee, Darolyn Monroig, não ficou surpresa quando recebeu um telefonema com um código de área de Atlanta.

 

“Quando vi o número, pensei que era apenas um lembrete do horário do dentista vindo lá de casa… ou algo assim”, diz Darolyn.

 

Mas não era.

 

Darolyn logo soube que o telefonema era para informá-la de que era a vencedora da bolsa de estudos oferecida pela Pearson em 2017, concedida aos alunos oriundos de grupos considerados “minoritários”, ou seja, de grupos socioeconômicos em desvantagem.

 

O programa de bolsas, estabelecido em 1995 pela  Associação Nacional de Psicologia Escolar e Fundos de Pesquisas (NASP-ERT), financia a pós-graduação desses alunos que estão em busca de carreiras na área de Psicologia.

 

De Porto Rico à aluna graduada

 

“Quando desliguei o telefone, a ficha caiu e comecei a chorar, diz Darolyn”. “Eu sabia que era uma boa candidata para a bolsa, mas não esperava obtê-la”.

 

A jovem nasceu em Porto Rico e cresceu no estado da Geórgia. Ela é a primeira em sua família a se formar na faculdade e, atualmente, estuda para ser psicóloga escolar.

 

Darolyn inscreveu-se em um programa de três anos na Universidade do Tennessee, na cidade de Chattanooga, e espera se formar em maio de 2018.

 

Encontrar o seu caminho

 

A bolsa NASP oferece suporte financeiro enquanto a estudante estiver em busca de seu diploma de especialista em educação. Darolyn é aluna em tempo integral, tem de três a quatro aulas por cada semestre e já estagia como psicóloga escolar em uma escola primária nas redondezas.

 

Mas nem sempre essa carreira esteve em sua mente.

 

Em 2011, Darolyn começou o ano como caloura de designer gráfico na Georgia State University: “Eu quis ser artista gráfica durante todo o ensino médio”, ela conta. “Estava focada nisso”.

 

Mas as aulas obrigatórias de Darolyn não foram como ela esperava.

 

“Eu ficava na aula de desenho à mão livre durante seis horas ou mais por semana. Estava pronta para utilizar o computador, mas também estava me sentindo frustrada”.

 

Uma grande mudança

 

Naquele primeiro semestre, um outro curso exigido pela universidade de Darolyn era o de introdução à psicologia:”Gostei da aula, mas eu não fazia ideia do que poderia fazer com aquela qualificação ou quais eram os empregos disponíveis naquela área”.

 

Para obter mais informações, ela procurou a professora de psicologia.

 

“Ela foi muito franca comigo”, diz Darolyn. “Ela disse que um mestrado ou um PhD na área da psicologia era necessário para muitas carreiras, e que seria levaria muito tempo e dinheiro”.

 

A jovem foi implacável em sua decisão. Ela diz que estava gostando de estar na universidade e, principalmente, do seu curso de psicologia. No final do ano, já como caloura no estado da Geórgia, Darolyn telefonou para sua mãe com a grande notícia: ela tinha mudado seu curso universitário de design gráfico para psicologia.

 

Explorando de maneira mais profunda

 

Mesmo depois de mudar de curso universitário, o futuro dela não estava claro. Em uma certa semana, uma psicóloga escolar veio falar sobre carreiras na área de psicologia.

 

“Na hora eu pensei: “Isto vai ser outro sermão chato”, diz Darolyn. “Estou tão feliz, pois estava errada”.

 

Um plano de carreira decidido

 

Trabalhar com crianças.

Trabalhar com famílias.

Trabalhar com os professores e administradores.

 

Na medida em que a psicóloga escolar explicava cada aspecto de seu trabalho, Darolyn diz que pensava da seguinte forma: “Eu gosto disso. E disso. E disso também”.

 

Ela também diz que não se lembra do nome da oradora, mas a conversa que tiveram durante a aula naquele dia é algo que nunca esquecerá.

 

“O que eu entendi é que os psicólogos escolares são, mais do que qualquer outra coisa, advogados dos alunos e de suas famílias. E eu podia ver meu futuro lá. Tudo o que ela disse era exatamente o que eu me imaginei fazendo”.

 

Com o plano definido, Darolyn graduou-se no estado da Geórgia e matriculou-se no programa de graduação de psicologia escolar da Universidade do Tennessee, onde está hoje.

 

Ajudando seu filho a trilhar seu próprio caminho

Quando não está na escola ou no trabalho, Darolyn está em casa com seu noivo e seu filho de dois anos.

 

“Nós o ensinamos espanhol primeiro”, diz Darolyn. “Ele começou a creche e, agora, ele também está aprendendo o inglês”.

 

Darolyn diz que é muito importante para ela que o rebento conheça os dois idiomas.

 

“É como não se esquecer de onde viemos. Não quero que ele perca essa conexão com sua herança e sua cultura”, ela diz.

 

Para Darolyn, ser bilíngue também a ajudou em sua carreira e, por isso, deseja o mesmo para seu filho.

 

“Eu procuro por oportunidades de trabalho que me coloquem junto das pessoas menos favorecidas socialmente e, principalmente, das famílias que falam espanhol. Quando estou exercendo a minha função de psicóloga escolar, eu quero ser referência para estas famílias. Eu quero que elas saibam que eu falo seu idioma, que posso traduzi-lo, que estive onde elas estiveram e que as compreendo”.

 

Ainda sigo meu caminho

 

Após a graduação, Darolyn espera conseguir um cargo como psicóloga escolar perto de sua cidade natal, em Dalton, na Geórgia.

 

Após alguns anos trabalhando na área, ela também pretende prosseguir com seu doutorado.

 

“Mais educação quer dizer aprender mais, e isso significa mais ajuda, principalmente para as famílias espanholas como a minha. Sou grata à minha família, pois sem eles não estaria aqui”.

 

Darolyn acredita também que muito de seu sucesso é devido às suas habilidades de gerenciamento de tempo e ao fato de nunca procrastinar: “Esta é a única maneira de sobreviver indo para universidade e criar um filho de dois anos”.

 

Uma jornada para todos nós

 

Além de sua futura escolaridade, Darolyn também tem um plano parental: “Sinto que vou ser uma mãe exigente, ‘sem desculpas’.

Ela diz que esse pensamento parte de suas próprias experiências de vida que a ensinaram a perseverar.

“Eu vou dizer ao meu filho que se alguma coisa que ele tenha planejado não der certo de uma forma, que ele continue tentando. A vida nos lança um monte de obstáculos e, se parássemos para cada um, nenhum de nós jamais conseguiria chegar a qualquer lugar”.

 

Texto originalmente publicado em Pearson Learning News.

 

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