Um especialista em aprendizagem on-line, no trabalho e na família

por: Entretanto

Especialista em sua área de estudos

 

Bernard Bull ajudou plateias de todas as idades ao redor do mundo a lutar pelo significado da palavra aprender, em um mundo cada vez mais conectado nessas últimas três décadas.

 

Nesses últimos 12 anos, ele também tornou-se pai de dois filhos. E é em casa, onde ele encontra seus maiores desafios relacionados à conduta da complexa mistura da educação e da tecnologia.

 

Utilizando a tecnologia para o bem

 

Bernard tem uma filha de 12 anos e um filho de 9. Ele diz que compreende como pode ser difícil para os pais fazerem escolhas sobre o uso da tecnologia para seus filhos dentro de suas casas.

 

“Eu e minha esposa nem sempre acertamos, mas conversamos com nossos filhos sobre como eles podem utilizar a tecnologia, não apenas para o entretenimento, mas para ajudá-los na realização de seus objetivos de aprendizagem de curto e de longo prazo”, ele diz.

 

 Gerações diferentes

 

Além desses diálogos em família, Bernard já falou com aprendizes de todas as idades, compartilhando a sua perspectiva sobre como as famílias podem aproveitar ao máximo as experiências da aprendizagem digital.

 

Seu maior conselho para os pais? Seja humilde.

 

“Os jovens estão conectados de maneiras diferentes, pois cresceram em um mundo digital”, ele diz. “Eles não conhecem nada diferente desse mundo”.

 

Por serem nativos digitais, Bernard diz que, os jovens aprendizes estão bem mais confortáveis do que seus pais para explorarem e adotarem novas ferramentas de aprendizagem on-line e outras opções.

 

“Descubra se os seus filhos o conduzirá em uma exploração sobre a reflexão digital”. (Bernard voltou da Austrália recentemente, onde esteve a trabalho).

 

“Pergunte o que eles fazem on-line, como e o porquê fazem. Veja até onde a conversa vai. Seja curioso. Aprenda com eles”, ele recomenda.

 

Durante estes momentos de aprendizado, Bernard aconselha os pais a não julgarem.

 

“Continue a fazer perguntas. Evite fazê-los repetir inúmeras vezes suas respostas para que você possa encontrar algo que julgue ‘errado’ em relação ao que eles estão fazendo”.

 

            Uma via digital de mão dupla

 

Bernard diz que a geração mais jovem também pode aprender algo com essas conversas.

 

“Embora os pais provavelmente não tenham a mesma perspicácia técnica, eles têm uma experiências de vida rica e, felizmente, uma dose de sensatez para oferecer aos seus filhos o cuidado adequado sobre o uso destes contextos on-line”.

 

Afinal, tudo gira em torno do respeito mútuo pelo conhecimento e pelas perspectivas diferentes uns dos outros, diz Bernard.

 

“A exploração pode ser uma maneira realmente maravilhosa de tornar o aprendizado digital uma parte enriquecedora da relação pai-filho”.

 

Um momento de Alfabetização Midiática em casa

 

Um outro assunto comum na família de Bernard é a alfabetização midiática.

 

“Conversamos sobre diferentes tipos de mensagens que vemos on-line e na TV”, diz Bernard.

 

“Eu quero que meus filhos compreendam a importância de ser reflexivo, cauteloso e pensativo, quando se trata de analisar essas mensagens”.

 

Bernard se lembra de um tempo em que ele sabia que estava sendo compreendido por seus filhos.

 

“Alguns anos após começarmos a deixar minha filha assistir televisão, um comercial de uma boneca apareceu durante um de seus programas”, conta Bernard.

 

Quando o comercial acabou, sua filha o olhou e disse algo surpreendente:

 

“Papai, eu sei que eles estão tentando me convencer a comprar a boneca, mas é correto ser enganada algumas vezes, não é?”.

 

Para Bernard, foi o momento “orgulho do papai”.

 

“Eu sabia que ela estava pensando em um nível mais profundo sobre o significado por detrás das mensagens e ela estava compreendendo a alfabetização midiática”, diz Bernard.

 

Além do básico

 

Agora que seus filhos estão mais velhos, Bernard diz que as discussões familiares estão menos focadas em uma única publicidade tradicional e mais focadas nas formas apropriadas de se representar nos ambientes colaborativos on-line.

 

“Eu quero que meus filhos reconheçam que eles podem utilizar a tecnologia para encontrar recursos e construir relacionamentos significativos, com pessoas que podem ajudá-los a se tornarem tudo o que eles querem ser”, diz Bernard.

 

Aprender a aprender

 

Quando se trata do futuro, Bernard diz que seus filhos ainda não têm uma visão clara de qual carreira seguirão.

 

“Estou completamente animado com isso”, ele diz. “Eu adoro o fato de saber que este é um momento para eles brincarem, experimentarem e explorarem opções”.

 

Nesse momento, a filha de Bernard está muito apaixonada pela arte.

 

Ela está fazendo aulas em um estúdio perto de nossa casa há três anos e recentemente ela tem passado várias horas do dia desenhando dentro de casa.

 

Durante esse período, ele a vigiava à distância. Bernard aceitou seu próprio conselho.

 

“Ela está aprendendo como aprender. Esse é o trabalho dela. O meu é ser curioso e fazer perguntas, além de fornecer orientações vez ou outra”, confirma Bernard;

 

Ele está muito impressionado com o processo dela e principalmente em como ela integra a tecnologia a ele.

 

“Ela usa o YouTube para encontrar tutoriais. Ela diz: ‘os olhos não ficaram muito bons. Como posso desenhá-los para que eles tenham uma aparência mais animada?'”

 

Durante este tempo, ele a monitora apenas à distância. Bernard seguiu o seu próprio conselho.

 

“Ela está aprendendo a aprender. Este é o trabalho dela”, diz Bernard.

 

“O meu trabalho é ser muito curioso e fazer perguntas. E talvez orientá-la de vez em quando”.

 

Texto originalmente publicado em Pearson Learning News.

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