Projeto de literatura que promove a aprendizagem ativa

por: Leny Pimenta

Conheça um dos projetos pedagógicos promovidos no Colégio COC Monteiro Lobato, de Franca (SP). Nele, a professora de Gramática e Literatura, Michelle Melo, promove a aprendizagem ativa (sujeito aluno como protagonista do seu processo de construção de saberes e do governo de si. Sujeito professor como mediador).

 

Ancoragem teórica:  Nos estudos foucaultianos em O Governo de Si e dos Outros [1], e no paradigma indiciário [2] de Carlos Ginzburg.

 

Propostas de desempenho:

 

  • Reconhecer os elementos constituídos da organização de um texto.
  • Comparar propostas políticas e de solução de problemas, objetivos, benefícios e consequências esperados.
  • Escutar, com atenção e compreensão, instruções orais, acordos e combinados que organizam a convivência em sala de aula.

 

Justificativa e desenvolvimento:

 

Foi o Coronel Mostarda, com a chave inglesa…

 

 

 

[1] Para Foucault, o cuidado de si vem eticamente em primeiro lugar, na medida em que a relação consigo mesmo é ontologicamente primária. A história do ‘cuidado’ e das ‘técnicas’ de si seria, portanto, uma maneira de fazer a história da subjetividade […] através do empreendimento e das transformações, na nossa cultura, das ‘relações consigo mesmo’, com seu arcabouço técnico e seus efeitos de saber. Seria possível, assim, retomar num outro aspecto a questão da ‘governamentalidade’: o governo de si e por si na sua articulação com as relações com o outro. (FOUCAULT, 1997, p. 111)

 

Disponível em: http://www.netmundi.org/home/wp-content/uploads/2018/03/FOUCAULT-Michel.-Resumo-dos-cursos-do-College-de-France.pdf  – acessado em: 1/11/2018

 

[2] Entende-se por paradigma indiciário a partir de Ginzburg que introduziu uma nova maneira de fazer História. O autor interpreta descrições de atos cotidianos como elementos indiciários, ele utiliza de sua bagagem cultural para inferir os fatos históricos e para levantar hipóteses. Enfim, trata-se um conjunto de princípios e procedimentos que contém a proposta de um método heurístico centrado no detalhe, nos dados marginais, nos indícios, resíduos tomados enquanto pistas, sinais, vestígios ou sintoma.

 

Há anos, na Literatura, as histórias policiais encantam e surpreendem o público. Personagens icônicos como Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle, ou o mais moderno Monsieur Poirot, de Agatha Christie, fascinam os leitores por sua sagacidade e capacidade de observação.

 

Após estudarmos narrativas policiais, começando com Edgar Allan Poe, e analisar textos teatrais, de Shakespeare a Dias Gomes, chegou o momento de o 9º ano unir os dois assuntos em um imenso jogo de tabuleiro, no qual os alunos foram os próprios peões.

 

O desafio consistiu em desvendar um assassinato ocorrido em uma festa de comemoração de 20 anos de formatura. Os grupos começaram com a posse de algumas informações – a vítima era um homem, cujo corpo foi encontrado esfaqueado – e, para chegar à verdade, foi preciso contar com a sorte ao atirar o dado e ainda realizar entrevistas com os 8 suspeitos – Fred, Jones, Daphne, Blake, Velma, Rogers, Ruth e Raquel.

 

 

Mas nem tudo são flores no caminho de um bom detetive, pois, para andar pelas “casinhas” e chegar aos possíveis culpados, foi preciso responder a desafios de Artes, Geografia, História, Matemática e Química. Os alunos demonstraram que, trabalhando em grupo, munidos de uma boa pesquisa e de raciocínio lógico, é possível solucionar os mais diferentes mistérios.

 

E a resposta desse enigma? O 9º ano do Colégio Monteiro Lobato tem!

Esse autor não tem outras matérias publicadas

Receba nossa News

A Educação é feita da união de conhecimentos. Preencha seu e-mail e receba nossos conteúdos atualizados!

*Não lote sua caixa de e-mail. Nossas newsletters são enviadas quinzenalmente e trazem um resumo dos melhores conteúdos publicados.