Opinião: Como a Pearson vê o futuro das avaliações

por: Entretanto

Este ensaio realizado por Malley Kimberly, ex-Vice Presidente da área de pesquisa da Pearson, foi divulgado originalmente como um artigo de opinião no website Newsweek.com, em 2016

 

Logo que os alunos norte-americanos iniciaram o segundo semestre do ano letivo, a Casa Branca colocou à prova uma antiga tradição.

 

Recentemente, o presidente Barack Obama fez um apelo para que houvesse menos e melhores avaliações, dizendo que as políticas atuais, incluindo as da sua própria administração, estavam “acabando com a alegria de ensinar e de aprender”.

 

Alguns comentaristas educacionais concluíram que a Pearson se oporia a esta mudança sugerida por ser uma  empresa líder mundial em educação. Porém, tenho um recado diferente para os professores, pais e alunos: concordamos com o presidente.

 

As habilidades do século XXI

 

Não deveria ser nenhuma surpresa o fato de concordarmos com o presidente. Entre 30 a 40 por cento dos colaboradores da Pearson trabalharam em escolas. Somos professores, administradores, conselheiros e clínicos. Sou uma ex-professora de escola pública no Texas que lecionou durante sete anos, trabalhando com aprendizes da língua inglesa.

 

Na Pearson, abraçamos a abordagem “menos e melhores avaliações”. Estamos pesquisando e desenvolvendo alternativas para tornar as avaliações melhores e mais eficazes que as avaliações tradicionais, existentes há anos. Sabemos que um lápis n º 2 e uma avaliação de papel não são as únicas ferramentas dos examinandos de hoje. As avaliações que conseguem medir se os alunos estão preparados para serem bem-sucedidos na economia global devem basear-se nas competências do século 21 e serem fundamentadas na inovação e na pesquisa do século 21.

 

+ Leia mais: O futuro das habilidades e qualificações profissionais.

 

++ Leia mais: Por que os professores do século 21 devem construir sua marca pessoal?

 

Assim como as cidades norte-americanas avançam em direção a uma abordagem modernizada de ensino e de aprendizagem, precisamos de uma abordagem modernizada para dar o feedback. As novas avaliações precisam ser mais eficientes, permitindo-nos otimizar a quantidade de tempo em que os alunos passam fazendo avaliações e o tempo de avaliar estas análises.

 

Nova tecnologia de avaliação

 

De acordo com um relatório do Conselho das Escolas Municipais, alunos dos 66 maiores distritos escolares urbanos sentaram-se para fazer avaliações 6.570 vezes mais no ano letivo de 2014-15. Mesmo os mais fervorosos defensores da avaliação precisam reconhecer que este número é muito alto.

 

Pensar em uma nova tecnologia de avaliação é pensar na possibilidade de um insight melhor sobre as habilidades e os conhecimentos do aluno, que vai obter feedback de professores, pais e alunos mais rapidamente. De jogos digitais à tarefas de desempenho autênticas e envolventes, os educadores podem reunir informações sobre o progresso do aluno sem interromper o processo de aprendizagem.

 

E não temos apenas pesquisadores e cientistas profissionais trabalhando no grande avanço das avaliações e das ferramentas de aprendizagem. Na Pearson, trabalhamos diretamente com os alunos: temos um projeto colaborativo no qual os alunos nos ajudam a criar ferramentas de aprendizagem. Através deste processo, baseado nas pesquisas que fazemos periodicamente, recebemos seus comentários, suas sugestões e suas ideias sobre o que eles querem ver na sala de aula.

 

Estas novas ferramentas não são apenas conceitos e protótipos esperando para serem implementados um pouco mais adiante. Por exemplo, através da pesquisa dos meus colegas dedicados como a Dra. Kristen DiCerbo, ajudamos a lançar o SimCityEdu, que usa um jogo para compreender melhor as motivações dos alunos do ensino médio médio e a sua persistência em lidar com um problema simulado dentro desse ambiente. Ao compreender como os alunos se movem ao longo do jogo e superam os desafios, os professores podem aprender muito mais do que apenas uma resposta final de certo/errado.

 

Novas abordagens

 

A Pearson dedicou recursos significativos à pesquisa e ao desenvolvimento de novos tipos de avaliações, pois sabemos o valor e a importância de melhorar o feedback para os alunos, professores e aprendizes. Os resultados das avaliações fornecem insights sobre o que os alunos sabem e o que podem fazer.

 

Enquanto trabalhamos para desenvolver avaliações mais eficientes, mais eficazes e inovadoras, já estamos apoiando os Estados que estão adotando a política de menos avaliações, como o Estado da Virgínia, que orgulhosamente anunciou estar reduzindo o tempo de avaliação. Estamos orgulhosos de ajudá-los a implementar essa decisão. A Pearson tem uma longa história servindo a educação do país, à medida em que as instituições escolhem elevar os padrões acadêmicos e preparar melhor os jovens para a faculdade e para as carreiras em nosso mercado global.

 

É neste contexto que estamos animados com as novas abordagens para avaliações. A tecnologia existe para melhorar a avaliação. A tecnologia existe para reduzir o número de avaliações. E a tecnologia existe para nos orientar e indicar se os nossos alunos estão no caminho certo para o sucesso pessoal e profissional.

 

A Pearson está pronta para ser parceira neste esforço, para melhorar a aprendizagem. Somos dedicados a ajudar os gestores políticos, os professores e as famílias a criarem novas oportunidades para cada estágio da jornada da aprendizagem. Somos pais e membros da comunidade também e sabemos que não há nada melhor do que o olhar no rosto de uma criança e saber que um novo conceito foi compreendido ou quando eles dominam uma nova habilidade.

 

O presidente dos Estados Unidos desafiou a comunidade de educação a tornar o ensino e a aprendizagem mais divertida novamente. Estamos prontos para o desafio.

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