A luta on-line contra o bullying

por: Entretanto

O preço do bullying

 

A lei House Bill 1942, do estado do Texas, começa com as seguintes palavras: “Um ato relativo ao bullying nas escolas públicas”.

 

O então governador, Rick Perry, assinou a lei HB 1942, em junho de 2011 — menos de um ano após a morte de um menino de 13 anos. De acordo com o relato dos pais de Asher Brown, dizem que ele havia sido alvo de bullying intenso.

 

Como a maioria dos estados, o Texas estabelece a definição de “bullying” na legislação. Essas definições ajudam a orientar os funcionários da escola na batalha contra o bullying — funcionários como John Poynter.

 

John é assistente de direção no Garland High School, localizada exatamente na parte externa de Dallas.

 

“O bullying deixa um rastro de trauma psicológico”, diz John.

 

“Ele leva a um declínio no desempenho acadêmico”, diz ele, “as vítimas se retraem — e suas notas são afetadas, seus relacionamentos sofrem, eles começam a desistir”.

 

John diz que o bullying pode ter um impacto prejudicial nos anos fundamentais da formação de uma criança.

 

Ele diz: “a transição do ensino fundamental II para o ensino médio é fundamental para o crescimento de uma criança no início da idade adulta.”

 

“Elas estão construindo as competências emocionais que as preparam solidamente para a vida no futuro”, diz ele.

 

O bullying “leva a uma espiral negativa relevante”,  diz John.

 

A evolução do bullying

 

John esteve envolvido com o ensino e a aprendizagem por 25 anos.

 

“O bullying parece ser tão diferente do que era há dez anos”.

 

“Com o surgimento da mídia social, o bullying on-line aumentou drasticamente se comparado ao bullying ‘tradicional’”.

 

Ele diz que o assédio on-line significa que o bullying já não é apenas um fenômeno local.

 

“As crianças conseguem intimidar às outras que estão a milhares de milhas de distância e nesse caso, todo mundo vê”.

 

Monitorando o Bullying

 

Em 2011 — o mesmo ano em que o estado do Texas, aprovou a lei HB 1942 — John liderou a integração de uma nova ferramenta de software por todo o distrito da escola Garland Independent School para ajudar a combater o bullying.

 

O Review360 da Pearson ajuda os professores, nas palavras de John, “a monitorar comportamentos e de maneira proativa aborda os maus comportamentos como o bullying, a fim de reduzir suas ocorrências de forma eficaz”.

 

As escolas no distrito gravam as incidência de bullying e ao longo do tempo, os administradores podem ver as correlações que ajudam a selecionar as iniciativas antibullying.

 

“Isso nos ajuda a observar a dinâmica “, diz John.

 

Em 2011, ele escreveu sobre o que esta ferramenta de software tem feito para ajudar as escolas de Garland a realizar: “Devido ao processo que introduzimos, somos capazes de abordar o bullying e interrompe-lo antes que isso se torne um problema”.

 

Acompanhando os alunos e seus estilos de vida corridos

 

Este tipo de análise também é útil, pois as formas de bullying muitas vezes ultrapassam as regras da escola e da legislação do estado — até mesmo dos pais bem-intencionados que tentam se manter envolvidos.

 

“O bullying acontece fora da rotina escolar”, diz John. “Então, até que ponto os funcionários da escola têm voz sobre a reação da sociedade?”.

 

“E a legislação do estado não consegue acompanhar”, diz ele.

 

John diz que o mesmo é verdadeiro para os pais que têm dificuldade em ficar por dentro das plataformas sociais de rápida evolução.

 

“Muitos pais acreditam que a solução é tentar remover a tecnologia e o acesso”, ele diz, “mas isso não vai funcionar com o aluno de hoje na sociedade conectada atual.”

 

A importância das relações

 

“Queremos empoderar nossos alunos para tomarem boas decisões”, diz John.

 

“E a melhor maneira de fazer isso,” ele diz, “é através das relações”.

 

“Os alunos não se importam com quão inteligente você é, eles só querem saber que alguém se preocupa com eles”, diz John

 

Isto é importante, porque muitos atos de bullying nunca são relatados.

 

“Estamos incentivando as crianças há anos para ‘Contarem a alguém'”, diz ele, “um professor, um pai, um outro adulto, um colega de classe — e é por isso que as relações são tão importantes.”

 

“Ninguém precisa sofrer em silêncio”, ele diz. “Contar a alguém é o primeiro passo para combater o bullying”.

 

Alunos e professores por toda a vida

 

John foi treinador de futebol do ensino médio por muitos anos.

 

“Eu sempre disse aos meus jogadores e ainda digo aos meus alunos” conta ele, “você não é parte da minha vida por apenas um ano”.

 

Ele ainda mantém contato frequente com os primeiros alunos que ele ensinou em 1992-93.

 

“Eles sempre podem falar comigo, podem retornar, me pedir conselhos, ele diz. “Eu sou padrinho de alguns de seus filhos”.

 

Este tipo de abordagem é fundamental para que o zelo de John seja um porto seguro para os alunos— e um forte lutador contra o bullying.

 

“Sempre nos dizem para sermos aprendizes durante toda a nossa vida”, ele comenta. “Bem, isso significa que há a necessidade de sermos professores durante toda a nossa vida também”.

 

“Eu sempre estarei pronto para ajudar”, finaliza.

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