Inteligência Emocional: o que é e por que isso é importante? – Tonia Casarin

por: Tonia Casarin

Você já deve ter ouvido falar de inteligência emocional. Nos anos 90, um livro trouxe à tona esse tema com muita ênfase no bestseller “Inteligência Emocional” do Daniel Goleman. Ali, começava a tornar público e não somente para os acadêmicos, os dias contados do QI – Quociente de Inteligência.
Mais do que derrubar o conceito de inteligência e questioná-lo, o conceito de inteligência emocional trazia consigo uma nova forma de pensar nos fatores que fazem as pessoas terem sucesso na vida. Qualquer que seja a definição de sucesso.
Esse conceito se espalhou para os quatro cantos do nosso planeta e a inteligência emocional tornou-se reconhecida. As competências que compõem a inteligência emocional são: a capacidade de cada um lidar com suas próprias emoções, desenvolver autoconhecimento, se relacionar com o outro, entender o contexto social, as regras explícitas e implícitas, de ser capaz de colaborar e mediar conflitos e solucionar problemas. Elas são utilizadas no nosso dia-a-dia de forma sistemática e integram todo o processo de desenvolvimento e formação de um ser humano.
O conceito também evoluiu e foi dividido entre inteligência emocional e inteligência social, nome que dá título a outro livro do próprio Goleman.
No século 21, a interconectividade, a crescente complexidade das transformações sociais, tecnológicas, a interação com a diversidade de raça, sexo, cor, gênero e religião, por exemplo, têm ampliado a relevância dessas competências para a realização e sucesso no âmbito pessoal, de trabalho e social.
Em 2015, a Harvard Business Review publicou um artigo com uma premissa que parece contraditória. No mundo cada vez mais tecnológico, a importância das habilidades sociais e emocionais torna-se fundamental para as pessoas. Saber se relacionar, se comunicar, trabalhar cooperativamente e se adaptar a circunstâncias diversas pode ser o diferencial entre você e o outro candidato a um trabalho, e não necessariamente sua capacidade de fazer cálculos de cabeça. Ele aponta que bons robôs são excelentes em realizar tarefas específicas, as que foram programados para realizar, mas por esse mesmo motivo não são flexíveis – e essa é a vantagem dos seres humanos no mercado de trabalho.
Outra pesquisa mostra a diferença entre profissionais de destaque e os compara em relação aos profissionais considerados medianos em relação às competências referentes à inteligência emocional e social. Os resultados mostram que aqueles mais admirados possuíam:
7 vezes mais probabilidade de tem uma pontuação alta no item pontuação alta em “Auto-Controle”
3 vezes mais probabilidade de pontuação alta em “Empatia” (capacidade de se colocar no lugar do outro)
2,5 vezes mais probabilidade de pontuação alta em “Trabalho em Equipe”
Em relação às competências mais técnicas, observou-se que os mesmo profissionais possuíam 1,5 vezes mais probabilidade de pontuação alta em “pensamento conceitual” e 1,2 vezes mais probabilidade de pontuação alta em “pensamento analítico”. Portanto, esse estudo mostra a importância do desenvolvimento da inteligência emocional e social no âmbito profissional.
A parte mais interessante nessa história é que podemos desenvolver a inteligência emocional e social. Pesquisas já mostram que podemos reprogramar nossas respostas e reações em relação ao que sentimos, podemos alterar a maneira como pensamos em relação ao fato que nos fez sentir de determinada forma e, portanto, alterar nosso comportamento. E, se conseguimos alterar nosso comportamento, conseguimos alterar os resultados. O esquema abaixo mostra essa relação:
Emoções → Pensamentos → Comportamentos → Resultados
E se o desenvolvimento das competências emocionais e sociais pode nos ajudar no trabalho, elas também pode nos ajudar a sermos melhores pessoas e melhores cidadãos. E assim, formaremos uma sociedade mais produtiva, mais justa e mais humana.

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