A importância da eficácia na evolução da aprendizagem

por: Entretanto

Entre 2000 e 2008, o Brasil aumentou em 120% suas despesas de educação por alunos. De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), este foi o maior aumento entre 30 países com dados disponíveis. Apesar desses investimentos, os desafios continuam imensos. Na rede municipal, 51% dos estudantes da quinta série são adequadamente competentes em português, de acordo com os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica 2015 (IDEB). No 9º ano, essa porcentagem cai para 29%.

 

As taxas em matemática são ainda mais preocupantes para os especialistas em educação: apenas 39% dos alunos do 5º ano são proficientes em matemática – um número que cai para 13% para alunos do 9º ano, de acordo com os mesmos dados.

 

O desempenho dos municípios no IDEB e dos alunos em Português e Matemática no exame nacional da Prova Brasil estão no centro dos objetivos do time de Eficácia.

 

Pensando no desenvolvimento dos alunos, em 2013, a Pearson Brasil lançou a área de Eficácia com o compromisso de reportar publicamente o impacto dos nossos produtos e serviços nos resultados dos alunos. O sistema de ensino NAME é um dos produtos prioritários para essa iniciativa.

 

A equipe de Eficácia da Pearson Brasil realizou em 2016 um estudo comparativo visando determinar se os alunos do 5º e do 9º ano do Ensino Fundamental do sistema de ensino NAME tiveram maiores taxas de desempenho na Prova Brasil 2015 (em Matemática e Língua Portuguesa). Utilizando técnicas estatísticas que associam cada município parceiro do NAME com municípios similares que não implementaram o NAME, foi realizado um estudo quase experimental que levou em conta diversas variáveis de controle em nível de município e de escola. Essas técnicas evitam ao máximo os vieses comuns em estudos comparativos e trazem um alto nível de confiabilidade.

 

Os resultados dessas análises indicaram que, em 2015, os alunos das escolas NAME obtiveram pontuação superior aos demais alunos no 5º e 9º ano. Essas diferenças foram estatisticamente significativas para ambas as disciplinas, tanto no 5º ano como no 9º ano.

 

Em 2017, foram divulgados os resultados primários do trabalhado desempenhado, com estudos e pesquisas que utilizam metodologias mais robustas e confiáveis possíveis. Já no último mês de Abril de 2018, os resultados de eficácia foram publicados junto com os resultados financeiros da Pearson.

 

+ Saiba mais sobre o desenvolvimento da pesquisa clicando aqui.

 

++ Para acessar o relatório completo (em inglês), clique aqui.

 

Um dos membros ativos neste relatório foi Gustavo Reis, que atua na área de Produto & Inovação e, a partir deste ano, está à frente do time de Eficácia e de Monitoria de Produto da Pearson Brasil. Leia mais, abaixo, sobre a realização deste projeto na entrevista feita pela Entretanto:

 

 

 

Entretanto – Por quê este estudo foi considerado “quase experimental”?

 

Gustavo Reis – O estudo “quase-experimental” é aquele que busca estimar o impacto causal de algo em um grupo/população não aleatória, permitindo que o pesquisador controle a atribuição para a condição de tratamento. No caso do estudo do NAME, comparou-se alunos de escolas que atuam de forma similar e utilizando-se de critérios como resultados de IDEB, localização (rural ou urbana), complexidade escolar e níveis socioeconômicos, de modo que a principal diferença entre as escolas pesquisadas fosse o uso dos materiais NAME. Neste estudo, comprovou-se que os alunos do 5º ano que usaram o NAME desde o 1º ano superaram estudantes de escolas similares em 4,3 pontos em Língua Portuguesa e em 11 pontos em Matemática na Prova Brasil 2015. Já os alunos do 9º ano que usaram o NAME desde o 6º ano superaram estudantes de escolas similares por 2,7 pontos em Língua Portuguesa e em 6 pontos Matemática na Prova Brasil 2015.

 

 

Entretanto – Qual é a expectativa para o NAME em 2018? Como os resultados do Relatório serão aprofundados?

 

GR – Para 2018, a expectativa gira em torno do lançamento da nova coleção da Educação Infantil. Sua concepção de ensino-aprendizagem é uma articulação entre pressupostos sociointeracionistas e propostas clássicas, com o currículo organizado por campos de experiência, de acordo com BNCC. Ela conta ainda com fichas que são instrumentos de coleta de dados para promover avaliação diagnóstica e formativa. A equipe pedagógica do NAME vai atuar na implantação do novo ciclo de formação da Educação Infantil, reformulado de acordo com a Base Nacional, e também no ciclo de formação nível do Fundamental 1.

 

Sobre os resultados, buscamos sempre a melhoria contínua dos nossos produtos. Portanto, os resultados do relatório serão aprofundados e continuados por um estudo tomando como base os resultados da Prova Brasil 2017, que devem ser publicados pelo INEP em novembro deste ano.

 

 

Entretanto – Qual é a importância da demonstração de eficácia para as escolas e para os alunos?

 

GR – A demonstração de eficácia do NAME é o resultado de um trabalho longo, que envolveu praticamente todas as áreas da empresa, não só no Brasil, mas globalmente. O relatório final foi publicado no dia 4 de abril, em uma iniciativa da Pearson matriz em reportar publicamente o impacto de seus produtos. Além do brasileiro NAME, produtos utilizados em outras geografias também foram reportados, como o Bug Club, utilizado por mais de 1 milhão de crianças no mundo e o GED Testing Services (VUE), um dos nossos sistemas de avaliações que já impactou 19 milhões de americanos.

 

Para nossos clientes, é a mostra de que estamos comprometidos em melhorar o resultado de nossos alunos, com métodos rigorosos de medição de dados e acompanhamento do uso do produto. Para os alunos, é a segurança e a confiança de que os materiais NAME, utilizados por eles, foram concebidos alinhados aos marcos regulatórios nacionais e causam resultados comprovadamente melhores que outras soluções educacionais.

 

Entretanto – Em sua opinião, como o sistema de ensino do NAME está se alinhando aos princípios dos novos formatos de ensino e aprendizagem do século 21?

 

GR – Os materiais do NAME já trazem conceitos como diversidade, colaboração entre os alunos, motivação e outras habilidades curriculares e também extracurriculares. A própria sequência didática favorece o desempenho dessas competências. O ponto de partida das unidades é uma sessão chamada “Chuva de ideias”, na qual os alunos são incentivados a dar suas opiniões sobre o tema a ser estudado de forma aberta numa roda de conversa, trocando seus conhecimentos prévios entre si, aprendendo ativamente e trilhando seu caminho de aprendizado.

 

Em seguida, a sessão “Praticando”, que visa a socialização, experimentação e vivências entre os alunos. O terceiro passo da unidade é a sessão “Vamos…”, no qual é feito o registro e a sistematização final do conteúdo. A quarta e última etapa é a sessão “Do que mais gostei”, na qual o aluno faz uma autoavaliação. Existe, assim, o trabalho das habilidades socioemocionais permeando toda a sequência didática em conjunto com o desenvolvimento das habilidades cognitivas.

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