Eu inverti minha sala de aula. Agora todo mundo fala, ri e trabalha.

por: Entretanto

Minha jornada em ensinar em uma sala de aula invertida começou quando eu iniciei com classes de três horas uma vez por semana. Nem minha voz, nem a perseverança dos alunos, poderia lidar com três horas de exposições. Isto me levou a experimentar usos alternativos do tempo em sala de aula através de uma variedade de atividades individuais e em grupo. Ao mesmo tempo, eu estava interessada em desenvolver habilidades que ajudariam nos resultados dos nossos programas. Me parecia injusto para o programa avaliar os alunos em competências que nós não desenvolvemos de uma maneira consistente e transparente em classes individuais.

 

O resultado foi que eu comecei a ensinar em sessões que foram distribuídas entre conteúdo (exposição) e desenvolvimento de competências (atividades) vinculados a tarefas específicas. Logo, entretanto, eu coloquei a aquisição de conteúdo sob a responsabilidade dos alunos e dediquei o tempo de aula exclusivamente para reforçar a informação, explorar de diversas abordagens e fazer os alunos se envolverem durante todo o tempo de aula.
Os resultados têm sido fenomenais. O domínio e a facilidade dos estudantes com o conteúdo do curso têm melhorado de maneira geral. Agora, até mesmo o terço dos estudantes de média performance podem debater o conteúdo com a facilidade dos alunos de alta performance.

 

Mais importante ainda, no entanto, os alunos estão finalmente se divertindo em minha aula. A história da arte é divertida, especialmente a alegria da descoberta e da aplicação de informações aprendidas a novas obras desconhecidas. Mas, os meus alunos não estavam se divertindo em aulas expositivas. Os alunos nível A aprenderam o conteúdo e estavam envolvidos furiosamente em tomar notas (eu falo rápido), mas o restante parecia odiar estar em sala, ou ao menos estavam muito entediados. A classe de aula invertida tem todos envolvidos. Os alunos mais fortes ajudam os mais fracos. Os mais quietos contribuem com ideias e deixam que os mais extrovertidos apresentem para a classe. Todos falam. Todos riem. Todos trabalham.

 

E eu me divirto. Eu passei a conhecer meus alunos melhor do que nunca. Eu sei o nome de todos em duas semanas. Eu mal consigo esperar para chegar na aula a cada semana e distribuir as atividades de classe que eu preparei para eles. E eu passo a aula apreciando o seu trabalho e envolvimento, observando as atividades que mais frutificam e as que precisam ser reformuladas, pensando sobre maneiras para fazer a próxima aula ainda melhor.

Eu tenho sido questionada sobre como a sala invertida impacta na avaliação dos meus alunos. A verdade é que realmente não houve muita mudança. Minhas exposições foram boas palestras e minhas avaliações refletiram isso. Minhas salas invertidas são boas salas de aula invertidas e os números correspondem.  Mas as classes invertidas valem muito para mim e para meus alunos. É o que conta muito mais do que dados de avaliação.
Se você estiver interessado, eu apresentei um webinar mais aprofundado sobre como inverter minha classe de história da arte. Assista na sua folga.

 

Sobre a autora
Kelly Donahue Wallace é professor de história da arte na University of North Texas. Ela leciona em cursos de graduação e pós-graduação sobre arte latino-americana, a história das impressões, e arte moderna recente europeia. Ela também é a autora dos cursos on-line premiados do departamento Art Appreciation for Non-Majors e Art History Survey I. Ela é autora do Art and Architecture of Viceregal Latin America 1521-1821 e coeditora de Teaching Art History with New Technologies: Reflections and Case Studies. Seu terceiro livro, Jerónimo Antonio Gil and the Idea of the Spanish Enlightenment será lançado pela University of New Mexico Press.

 

Clique aqui para conferir o texto original publicado no site da Pearson Education.

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