Engajamento cívico: ensinando as crianças a pensarem

por: Entretanto

Maratonas e barraquinhas de limonada

 

Em uma corrida da maratona de Chicago, Shawn Healy terminou em 4.881 lugar (em pouco mais de três horas e trinta minutos). Ele correrá novamente em outubro — não necessariamente para melhorar sua chegada ou tempo, mas para arrecadar fundos para as Paralimpíadas.

 

“Acho importante participar de sua comunidade de alguma forma “, diz Shawn, “e dar esse exemplo para seus filhos”.

 

Sua filha de seis anos assumiu a liderança. Ela também está arrecadando fundos para as Paralimpíadas com uma barraquinha de limonada.

 

Um processo de fortalecimento

 

Shawn é o diretor do programa democrático na Fundação Robert R. McCormick. Ele está trabalhando para promover o engajamento cívico entre crianças e jovens — a próxima geração de americanos.

 

“A democracia não é um esporte solitário”, diz Shawn. “Temos de aprender a trabalhar juntos para resolver problemas nas nossas comunidades e o processo pode ser transformador”, diz ele.

 

Maya Branch foi transformada por este tipo de exemplo. Ela é caloura na Temple University e no Youth Advocate for Mikva Challenge DC.

 

“É como remover aquele muro que separa quem cria a política, das comunidades que são afetadas pelas políticas”, ela diz.

 

“Isso é tão fortalecedor”, diz Maya. “Eu tenho uma voz e eu consigo ser ouvida”.

 

Durante o verão, Maya e Shawn participaram do movimento Iniciativa de Ações Cívicas na Filadélfia, uma organização que, em suas próprias palavras, é uma rede não-partidária de trinta e uma organizações que trabalham em conjunto para expandir o número de jovens americanos que recebem aprendizagem cívica, experimental e significativa, dentro ou fora da escola e para, assim, aumentar a qualidade e equidade da aprendizagem cívica nos Estados Unidos.

 

Ajudando os alunos a começarem a se engajar

 

Envolver-se em ação cívica pode ser mais complicado do que parece.

 

“Os alunos podem ser oprimidos pelo sistema político”, diz Chela Delgado, uma professora de Oakland, na Califórnia.

 

“Tento deixar espaço para os meus alunos trazerem o que está acontecendo com eles do lado de fora da sala de aula. Deixamos essas questões ocuparem espaço e respirarem — nós as levamos a sério e as integramos em nossas discussões”.

 

“Sempre que meus alunos estão falando sobre um problema e eles dizem: ‘É essa a realidade'”, diz Chela, “nunca a deixamos lá”.

 

“Nem sempre saberemos como conversar sobre alguns assuntos,  mas o importante é que podemos experimentar”.

 

 

 Empatia e Curiosidade

 

“A participação cívica leva à empatia e à mente aberta” diz Maya Branch.

 

“É preciso ensinar pessoas a pensarem e não no que pensarem, independentemente da sua crença. É muito importante que você entenda como o outro possui a sua própria opinião”.

 

Chela Delgado diz que o processo começa com o pensamento crítico.

 

“Eu quero que meus alunos — e meus próprios filhos — desenvolvam o hábito de questionarem o status quo. Essas habilidades de pensamento crítico também são necessárias no local de trabalho”.

 

Começar Cedo

 

Shawn Healy diz que as crianças demonstram um senso de seu papel na democracia em uma idade muito jovem.

 

“Por que não levá-las à cabine de votação, por exemplo? Poucas ações podem ajudá-las a começarem a pensar no tipo de comunidade em que querem viver”.

 

“Eu digo aos meus alunos que os movimentos sociais sempre tiveram jovens na vanguarda”, diz Chela Delgado.

 

E reforça: “Há muitas maneiras de se engajar. Seja criativo e aproveite o que está ao nosso redor”.

 

“Todo o processo de engajamento cívico cria um senso de unidade e, quando isso acontece, podemos trabalhar juntos para encontrar um ponto em comum”.

 

Texto originalmente publicado em Pearson Learning News.

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