Cultura indígena viva em nossa escola

por: Elisângela Faustino

O projeto de atividade “Cultura Indígena Viva em Nossa Escola”, aconteceu na escola municipal Fioravante Barletta, no município de Barueri, na grande São Paulo, durante a semana em que se comemorou o Dia do Índio, teve como objetivo trabalhar interdisciplinarmente a cultura indígena nas mais variadas esferas educacionais, bem como aprofundar os conhecimentos relativos à cultura indígena e proporcionar uma maior sensibilização com relação aos hábitos relacionados ao dia a dia indígena de todos os envolvidos, incluindo alunos e professores, sobre aspectos como respeito e cidadania.

 

Inicialmente, o projeto seria uma festividade em comemoração ao Dia do Índio, mas, posteriormente, tomou uma proporção maior com a participação do aluno Arthur, de 7 anos de idade, integrante da comunidade Terras Indígenas do Jaraguá Tekoa Ytakupe. A atividade também contou com total apoio da equipe gestora da escola.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A atividade iniciou-se com uma roda de conversa sobre a situação do índio nos dias atuais para que o tema tivesse significado e fosse contextualizado. Então, seguiu-se a atividade de contação de histórias tendo como referência lendas indígenas, acompanhada de músicas para uma maior compreensão da cultura em estudo.

 

A exploração de gravuras, realização de brincadeiras, oficinas indígenas (confecção de brinquedos, artesanato) e danças típicas contribuíram bastante para que a proposta de sensibilização fosse atingida. Além disso, tivemos também o ‘Dia da Culinária Indígena’, onde as crianças participaram ativamente na preparação dos pratos típicos, como bolo de mandioca, tapioca e doces diversos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para mim, a importância da valorização da cultura indígena na escola é conscientizar os alunos sobre a formação do povo brasileiro, através de suas origens e a formação de nossas diversidade e singularidades, incluindo questões que envolvem a conservação da cultura de nossos antepassados e os respeito às diferenças.

 

Todas as atividades foram realizadas na mesma sala do aluno indígena, da qual sou a professora responsável. Com a colaboração de outros professores, painéis apresentando as singularidades, os elementos da cultura indígena e a montagem de objetos da cultura como uma canoa e uma oca fortaleceram a ambientação.

 

Como resultado, notei que as atividades realizadas proporcionaram uma notável melhoria interdisciplinar, pois abordamos diversos conteúdos, como elaboração de receitas, oficinas de brinquedos e artesanato, desenvolvendo conteúdos de matemática, arte, ciências e história. Os alunos colocaram em prática a leitura e a produção textual, e seus textos ficaram expostos nos espaços escolares.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atividade foi finalizada com chave de ouro! Contamos com a presença de uma palestrante que especial: a mãe do Arthur, Yua Rete, que compartilhou com todos suas experiências dentro da comunidade indígena em que vive e também nos trouxe a realidade atual do índio no Brasil, ajudando todos nós a ampliarmos nossa visão sobre suas vidas, contrastando suas realidades com a realidade da outra camada da população.

 

+ Leia: Sala de aula é lugar de brincadeira e aprendizagem.

 

++ Leia: Carmem Miranda e a representatividade feminina em sala de aula.

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